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BR-381/MG na mídia

Confira trechos da matéria publicada na 34ª edição da revista do CREA-Minas (Conselho Regional de Engenharia e Agronomia de Minas Gerais), VÉRTICE, sobre as obras da BR-381.

Duplicação da BR-381 Norte

Retomada das obras é estratégica para o desenvolvimento da região

Fundamental para o desenvolvimento econômico e social de Minas e da região do Vale do Aço e Vale do Rio Doce, a BR-381 Norte teve as suas obras de duplicação retomadas no ano passado e continua em ritmo acelerado este ano. Nas obras do lote 7, por exemplo, situado no trecho entre os municípios de São Gonçalo do Rio Abaixo e Caeté, mais de 600 homens e 150 máquinas trabalham intensamente para cumprir o cronograma proposto. Segundo o superintendente do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) em Minas Gerais, engenheiro civil Fabiano Martins Cunha, as obras desse trecho, que abrangem os trevos de Barão de Cocais e Itabira, serão entregues aos usuários ainda no segundo semestre deste ano com pistas duplicadas, além da modernização da antiga pista, com pontes, viadutos e passagens inferiores que dão acesso às intercessões dos trevos.

Mapa de execução das obras publicado na 34ª edição da revista Vértice. Fonte: Movimento Nova381.

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“Ao contrário da região central do Brasil, como na BR-060, por exemplo, onde o relevo plano facilita o traçado, no caso da BR-381, quando há necessidade de melhorar o trajeto, faz-se necessário o uso de explosões de rochas e a utilização de um grande volume de terraplanagem em alguns trechos. Isso porque a rodovia atravessa um relevo acidentado, que requer do Dnit soluções de engenharia mais audaciosas. Isso implica necessariamente na implantação de túneis, viadutos de grande porte e terraplanagens complexas, devido à altura dos cortes e aterros, que chegam a atingir 40 metros de altura. Essas intervenções são necessárias para que seja possível adequar o traçado da rodovia para dar segurança e conforto aos usuários”, destaca o engenheiro civil e chefe de serviços do Dnit unidade Contagem, Sergio de Oliveira Costa Garcia.

Superando esses desafios, já foram construídos os túneis de Rio Piracicaba, no quilômetro 288, com 825 metros de extensão, além dos túneis Prainha e Antônio Dias, entre Nova Era e Timóteo, com 1.280 metros, e está em construção o viaduto de 600 metros, próximo a Caeté, que já está com sua primeira pista finalizada.

Foto do viaduto de 600m publicada na 34ª edição revista Vértice. Fonte: Movimento Nova381

Impacto na região

Há muitos anos aguardadas pelos moradores das cidades localizadas às margens da rodovia, o impacto das obras de duplicação da BR-381 já pode ser sentido pela população. Para Hernani Moreira Duarte Santos, que mora em Bom Jesus do Amparo e é proprietário de um posto de gasolina, as obras impulsionaram os seus negócios. “Tive um aumento de 15% nas vendas de combustíveis. Na minha cidade, tenho visto melhorias no comércio e geração de renda com locações de caminhões, aluguéis de imóveis, reservas de hotéis, e acredito que as obras vão melhorar bastante a logística de transportes”, afirma.

Com a modernização e adequação da rodovia, especialistas de trânsito acreditam que serão solucionados problemas de logística e reduzida a quantidade de acidentes, muitas vezes devido ao grande número de curvas sinuosas.

Logística

Por ser um dos principais eixos de ligação do vetor leste de Minas Gerais com seus importantes parques industriais, especialmente no Vale do Aço e no Vale do Rio Doce, a duplicação da BR-381 Norte tende a atrair diversas empresas. Hoje, pela estrada passa boa parte da economia mineira e da produção industrial de Minas e de São Paulo. Para aqueles que trafegam pela rodovia e acompanham as obras, a duplicação trará impacto para a economia do estado, especialmente para os 23 municípios atravessados por ela. O engenheiro mecânico e empresário, proprietário de uma empresa de fabricação de estruturas metálicas em Santana do Paraíso, Flaviano Gaggiato, acredita que os investimentos realizados na BR-381 Norte vão proporcionar desenvolvimento econômico e melhorar a qualidade de vida da população. “A duplicação vai trazer crescimento, geração de emprego e renda, recolhimento de impostos e um custo menor de transporte de matéria-prima. Teremos uma rodovia nova, mais segura e que vai gerar mais conforto, menos risco de acidente, menos tempo de viagem, menor valor nos fretes, nos combustíveis, e nos desgastes dos motoristas”, destaca.

Foto da pavimentação no lote 7 publicada na 34ª edição da revista Vértice. Fonte: Movimento Nova381.